
As arritmias cardíacas podem se apresentar de diferentes formas e com diferentes complexidades. Para se ter noção da importância deste tema, estima-se que nos portadores de fibrilação atrial que é uma das arritmias mais frequentes da prática clínica, um aumento médio de aproximadamente 400% no risco de AVC.
Palpitação não é sinônimo de arritmia, e arritmia não significa necessariamente uma doença grave. Sensações de coração acelerado, batimentos fortes ou “falhas” podem ocorrer por diferentes motivos, e batimentos extras isolados estão entre as causas mais comuns de palpitação. Por outro lado, algumas arritmias relevantes podem ocorrer sem qualquer percepção pelo paciente reforçando a importante de uma avaliação especializada.
Sinais e Sintomas de alerta
- Tontura;
- Palpitações;
- Sensação de desmaio;
- Desmaios;
- Cansaço ou falta de ar;
- Desconforto no peito;
- Redução da capacidade para realizar esforços;
Como é feita a avaliação
A investigação de uma possível arritmia começa pela história clínica, exame físico e eletrocardiograma (ECG). Existe, porém, uma dificuldade frequente: muitas arritmias aparecem de forma intermitente e podem não estar presentes nos poucos segundos registrados por um eletrocardiograma, sendo necessário complementar a investigação com outros métodos, como Holter, monitores de eventos, dispositivos de monitorização prolongada e, em situações selecionadas, monitores implantáveis. O tratamento das arritmias pode envolver múltiplas modalidades, e a escolha da estratégia terapêutica, assim como seu adequado controle, depende de uma boa avaliação inicial e da correta identificação da arritmia apresentada.
Possibilidades de tratamento
- Medicamentoso (p.e betabloqueadores ...)
- Ablação
- Implante de marcapasso
- Implante de CDI
Referência: Diretriz Brasileira de Fibrilação Atrial 2025

Dr. Victor Rosalem Senese
Cardiologista · CRM-SP 216377 · RQE 147062
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