Colesterol elevado

Mulher consultando uma folha de exames em casa

As dislipidemias (colesterol elevado) estão entre os temas mais debatidos da cardiologia moderna. Isso acontece porque, ao longo dos anos, deixamos de praticar uma cardiologia voltada apenas para tratar as consequências já estabelecidas — como após um infarto — e passamos a valorizar cada vez mais a prevenção. Nesse contexto, reduzir a chamada “carga de colesterol”, ou seja, diminuir a exposição das artérias ao colesterol elevado ao longo da vida, tornou-se um dos principais pilares da medicina cardiovascular preventiva.

Reduzir o colesterol vai muito além de melhorar um número no exame de sangue. Ao diminuir o LDL ajudamos a diminuir a inflamação local e, principalmente, reduzimos o risco de complicações como infarto e AVC. Para ter uma ideia da importância desse efeito, a cada redução de aproximadamente 39 mg/dL no LDL está associada a cerca de 21% menos eventos cardiovasculares importantes, como infarto, AVC e necessidade de procedimentos para desobstruir as artérias do coração. Em outras palavras: baixar o LDL não é tratar um exame; é proteger as artérias ao longo do tempo.

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Como é feita a avaliação

Atualmente, as metas de colesterol são cada vez mais individualizadas. Elas levam em consideração não apenas o risco cardiovascular global de cada pessoa, mas também fatores que ajudam a refiná-lo, como os níveis de lipoproteína(a) [Lp(a)] e a presença de aterosclerose subclínica — ou seja, placas de aterosclerose já existentes antes da ocorrência de eventos como infarto ou AVC. Essa investigação pode ser feita por diferentes métodos, como o escore de cálcio coronariano na tomografia e a pesquisa de placas em carótidas pelo ultrassom Doppler. Ao integrar essas informações, conseguimos estimar o risco de forma mais precisa e definir metas de colesterol mais adequadas para cada paciente.

Dúvidas frequentes

  • As estatinas fazem mal ? As estatinas são medicações seguras, já consolidadas na prática médica. O efeito colateral mais conhecido é a dor muscular, que, quando relacionada à medicação, costuma ser leve.
  • Por quanto tempo irei usar a medicação ? A redução do LDL deve ser intensa e, principalmente, sustentada ao longo do tempo. Ao suspender o tratamento, o colesterol tende a voltar a subir, retomando a exposição das artérias e os riscos de infarto e AVC. Por isso, assim como no diabetes ou na hipertensão, o tratamento costuma ser contínuo.
Dr. Victor Rosalem Senese

Dr. Victor Rosalem Senese

Cardiologista · CRM-SP 216377 · RQE 147062

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Uma avaliação individualizada é o primeiro passo para entender a sua saúde cardiovascular.

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