Doenças valvares do coração

Homem com a mão apoiada no peito, junto a uma janela

O coração possui quatro válvulas — aórtica, mitral, tricúspide e pulmonar — responsáveis por direcionar o fluxo de sangue entre suas câmaras e para o restante do organismo. As doenças valvares, que podem estar presentes em praticamente todas as idades, surgem principalmente quando uma dessas válvulas apresenta dificuldade para abrir, chamada estenose, ou deixa de fechar adequadamente, permitindo o retorno do sangue, chamado insuficiência ou regurgitação

Para se ter um impacto das doenças valvares, estima-se 12% das pessoas acima dos 75 anos apresentarão estenose aórtica (quando a válvula apresenta dificuldade em abrir) representando um crescimento de 168% na últimas três décadas. Apesar de tamanho Impacto epidemiológico, um dos grandes desafios é que muitas valvopatias podem evoluir silenciosamente durante anos. Quando surgem falta de ar, cansaço, desmaios ou sinais de insuficiência cardíaca, o coração já pode ter sofrido alterações importantes. Por isso, reconhecer a doença, acompanhar sua evolução e definir o momento adequado para intervenção são partes fundamentais do tratamento

Principais doenças valvares

  • Estenose aórtica (bicúspide ou calcifica);
  • Estenose mitral (reumática ou calcifica);
  • Prolapso da válvula mitral;
  • Insuficiência aórtica;
  • Insuficiência tricúspide;
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Como é feita a avaliação

A investigação começa pela história clínica e pelo exame físico, no qual a presença de um sopro cardíaco pode ser a primeira pista para o diagnóstico. O ecocardiograma é o principal exame para identificar qual válvula está doente, compreender o mecanismo da alteração, determinar sua gravidade e avaliar as consequências para o restante do coração. Em muitos cenários, a investigação pode ser complementada com ecocardiograma transesofágico, tomografia cardíaca e ressonância magnética A avaliação moderna das valvopatias é cada vez mais detalhada porque duas pessoas com uma doença aparentemente semelhante podem apresentar mecanismos, anatomias e repercussões completamente diferentes

Possibilidades de cuidado

Durante décadas, a cirurgia cardíaca foi praticamente a única forma de corrigir uma valvopatia importante. Ela continua sendo fundamental e, atualmente, com ampliação das técnicas permitindo correções de valvopatias com pequenas incisões e cirurgia robótica. Ao mesmo tempo, a cardiologia estrutural ampliou enormemente as possibilidades de tratamento. Hoje podemos tratar determinadas doenças por cateter, sem a necessidade de cirurgia aberta, como ocorre com o implante transcateter da válvula aórtica (TAVI). Isso não significa que exista uma técnica superior para todos. Em alguns pacientes, a cirurgia é a melhor opção; em outros, um procedimento transcateter pode oferecer vantagens importantes. Diante de tantas opções terapêuticas e tamanha diversidade na complexidade das doenças valvares tornam a individualização e o atendimento médico especializado uma das peças fundamentais no atendimento do paciente

Dr. Victor Rosalem Senese

Dr. Victor Rosalem Senese

Cardiologista · CRM-SP 216377 · RQE 147062

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Uma avaliação individualizada é o primeiro passo para entender a sua saúde cardiovascular.

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